O homem estava sentado numas pedras, olhando a planura amarelada de trigo;
Um trigo já crescido, pronto para ser amado.
O homem exalava paz, uma doçura cheirosa vinda do ar limpo mas crispado da solidão,
estava só mas não sozinho, sonolento mas de sentidos desperto.
Era aqui, pensava eu, que gostaria de voltar um dia um dia p'ra morrer:
Sem culpa, sem mágoa, sem dôr:
Apenas com a telúrea força de quem venceu a vida até no acto de a deixar.
E se o homem estivesse por perto, melhor seria: com ele partilharia de bom grado o último olhar.


Venho do Kapikua, onde não consegui comentar.
Belíssimo este campo vestido de trigo e o tranquilo desejo do poema.
Cumprimentos.
Jorge G.
Posted by: Jorge G - O Sino da Aldeia | 20/02/2008 at 19:53
Obrigado!
Posted by: jose carlos megre | 20/02/2008 at 23:42