
José Manuel Fernandes dixit (ontem, no PÚBLICO):
“O que já vimos após a primeira semana de exames é elucidativo: o facilitismo tornou-se a norma num Ministério da Educação à deriva Tem sido uma constante da semana que passou: alunos ansiosos antes de entrarem para a sala onde vão fazer exame de 9º, 11º ou 12º ano, alunos quase eufóricos à saída. A palavra mais ouvida era invariavelmente: "Foi fácil." Ou então: "Mais fácil do que esperava."
Passando os olhos pelas avaliações críticas realizadas pelas associações de professores e, em especial, pelas sociedades científicas das diferentes áreas, a regra também não variou muito. "Acessível." "De acordo com os programas." "Pouco exigente." Ou até "fácil de mais". (…)”.
Esta prosa destina-se a provar o faciitismo, o eleitoralismo e o oportunismo da Ministra da Educação, que mandou fazer exames muito fáceis para obter melhores resultados do que no ano passado e outros inconfessáveis objectivos. Os depoimentos acima (cuja fonte concreta nem cita) não validam de todo tais conclusões e os exemplos (escolhidos a dedo) que apresenta estão errados ou nada provam. Mas ao ilustre plumitivo, mestre na insídia e no embuste, tais minúcias não interessam: há uma "mensagem" a vender e quaisquer "ilustrações" são mero pretexto pra tal desiderato.
A conclusão do sr. Director é um mimo: “Esperemos palas provas que faltam, mas o padrão já começa a ser claro. Até porque, para além das palavras, são conhecidos alguns maus exemplos que vieram de cima.”
Aqui temos a Manuela Moura Guedes 2, mais sibilina, florentina e barbuda.


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